
Novamente não
luiza sampaio
O corpo açoitado
pelo medo pressentido
incontido
há muito conhecido
vivido
quantas vezes
sentido
Pesadelo constante
sempre presente
dia após dia
dilacerante
que das entranhas
a vida sacudia
Noites em delírio
corroendo
instigando
espinho cravado
no coração
De novo
aquela sensação
espaço empregnado
pelo frio
Mais um pesadelo
na vida
de um dia
Não mais suportaria,
certamente não...
Balbuciou palavras
inaudíveis
pela dor tangidas
quase choradas
magoadas
por demais sofridas
Mãos trêmulas
a face macerada cobriram
Um torpor
prenunciou o fim
De repente uma explosão,
veio o grito
Novamente não!
Um grito saído da alma,
num dia qualquer,
de uma lúcida mulher!
- Postado por: n-hanf às 17h22
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